sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Acordo Ortográfico


No jornal “Público” de hoje vem a notícia de que Vasco Graça Moura há poucos dias empossado como presidente do Centro Cultural de Belém, fez distribuir uma circular interna dando instruções aos serviços para não aplicarem o novo Acordo Ortográfico e para que todos os conversores – ferramenta informática que adapta os textos ao AO – sejam desinstalados em todos os computadores da instituição. Mais: vem referido que a decisão foi tomada por unanimidade do Conselho de Administração, o que quer dizer que não foi uma decisão arbitrária. Falta saber qual a repercussão que esta decisão vai ter e perguntar se a mesma será ou não legal, uma vez que o governo em 25 de Janeiro de 2011 decidiu que esse AO deveria passar a ser adoptado por todos os serviços do Estado e entidades tuteladas pelo governo. Agora surge a notícia de que a Secretaria de Estado da Cultura adiantou que sendo o CCB uma “fundação pública de direito privado” não estará obrigada a adoptar o acordo antes da data prevista para a sua aplicação generalizada, ou seja 2014.
Poderia dizer que esta decisão não me aquece nem arrefece pois nada tenho a ver com o Centro Cultural de Belém. Mas a verdade é que senti um certo orgulhozinho por verificar mais uma opinião idêntica à minha. Continuo a pensar que esse AO é um disparate, uma coisa não necessária, uma confusão, uma arbitrariedade, até uma covardia perante os “iluminados” que a tal nos querem sujeitar.
Quisera que esta decisão de Vasco Graça Moura, corroborada por outras instituições, muitos outros escritores, figuras públicas e público em geral como disso tem sido prova a leitura de diversas notícias a esse respeito, levasse a que quem sobre o assunto decide possa repensar a situação, revogar o anteriormente decidido e optar por uma norma que não levante nem dificuldades nem oposições pertinentes. Pelos vistos, ainda teremos cerca de dois anos para emendar o erro e ter juízo…

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